A Síndrome de Burnout quase me derruba

Burnout Syndrome

Síndrome de Burnout: Uma séria ameaça para sua Vida e para o seu Melhoramento Pessoal e Desenvolvimento Profissional.

Introdução

Desde o início da minha carreira como jóquei, e durante mais de 15 anos seguidos, me dediquei à carreira profissional, trabalhando praticamente 7 dias por semana, numa média de 14 horas por dia, ininterruptamente. Sem perceber ao certo, eu já estava num estágio avançado rumo à síndrome de burnout completa. Foi quando meu psicólogo me alertou sobre a gravidade desta doença mental, dizendo: “Eurico, você precisa desacelerar. Precisa ter pelo menos um dia de folga na semana. Você precisa tomar consciência disso. Porque se você não parar pelo bem, você vai ter que parar pelo mal”. Naquele momento minha mente entrou em conflito e quase colapsou. Sem nenhuma condição de resposta no momento, pedi um tempo para pensar e refletir a respeito, pois era a primeira vez que ouvia sobre a síndrome de burnout na minha vida.

Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse crônico e esgotamento físico resultante de situações de trabalho altamente desgastantes, que demandam muita competitividade, assim como muita responsabilidade.

E era exatamente isso que eu estava sentindo naquele momento da minha vida, um esgotamento profissional que já estava comprometendo minha vida pessoal, assim como minha saúde física, mental e emocional.

‘‘Depois de muito pensar, decidi seguir o conselho do meu psicólogo
e passei a tirar inicialmente um dia de folga.
Essa foi com certeza uma das melhores e mais difíceis decisões
que já tomei na minha vida’’.

Em recente conversa com um amigo sobre esse assunto, ele me falou uma frase sábia que me fez refletir muito a respeito. A frase foi essa:

‘‘Quem não tem tempo hoje para cuidar da sua saúde,
terá que encontrar tempo amanhã para cuidar da sua doença’’.

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Burnout: ‘‘Queimar por completo’’

A denominação “síndrome de Burnout” foi cunhada pelo psicólogo alemão-americano Herbert J. Freudenberger em 1974, que depois contou também com a participação da psicóloga americana Gail North, onde juntos se aprofundaram nos estudos relacionados a esta síndrome.

Quem foi Herbert J. Freudenberger?

Herbert J. Freudenberger (1926-1999) foi um psicólogo alemão-americano, pioneiro
no estudo da síndrome de Burnout. Ele nasceu na Alemanha e emigrou para os
Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Freudenberger obteve seu
doutorado em Psicologia pela Universidade de Nova York e trabalhou em várias
instituições, incluindo clínicas de saúde mental e organizações de caridade.

Freudenberger foi um dos primeiros a identificar e descrever a síndrome de Burnout,
pois atendeu vários profissionais da saúde mental que trabalhavam em condições
estressantes e exigentes. Ele cunhou o termo “Burnout” na década de 1970 e
escreveu o livro “Burnout: The High Cost of High Achievement” (Burnout: O Alto Custo
da Alta Realização) em 1980, no qual apresentou suas ideias e pesquisas sobre o tema.

Através de suas observações e estudos, Freudenberger lançou as bases para a
compreensão e o reconhecimento da síndrome de Burnout como um problema de
saúde ocupacional significativo.

Quem foi Gail North?

Gail North é uma psicóloga americana que também é conhecida por seu trabalho
sobre a síndrome de Burnout. Embora sua contribuição não seja tão conhecida
quanto a de Herbert Freudenberger, ela desempenhou um papel importante no estudo
do Burnout e na compreensão de seus efeitos nos trabalhadores.

Gail North colaborou com Freudenberger em estudos sobre o Burnout e publicou
vários trabalhos sobre o tema. Em 1982, ela escreveu o livro “Woman and Burnout:
How to Cope” (Mulheres e Burnout: como lidar), que tratou especificamente das
questões de Burnout enfrentadas pelas mulheres no local de trabalho.

As pesquisas de North abordaram a síndrome de Burnout em diferentes indivíduos e
ambientes, com certeza para a compreensão de como ela afetou os trabalhadores e
fornecendo orientações sobre como lidar com essa condição.

Os 12 Sinais possíveis da Síndrome de Burnout

Relacionada ao excesso de pressão e de responsabilidades profissionais, a Síndrome
de Burnout é resultado de pequenas doses diárias de estresse — e prestar atenção a esses sinais pode ser uma maneira de evitar o esgotamento profissional.

Veja quais são eles.

1. Necessidade constante de aprovação:

A pessoa sente a necessidade constante de demonstrar seu valor e competência no trabalho, o que pode levar a assumir muitas tarefas e responsabilidades.

2. Acúmulo excessivo de trabalho:

A pessoa assume uma dedicação intensa e acaba trazendo tudo para si, buscando fazer sempre tudo e a qualquer hora do dia. Tornando impossível se desligar do trabalho e, portanto, acaba trabalhando em excesso.

3. Descuido com as próprias necessidades:

A pessoa passa a negligenciar as próprias necessidades, como dormir e se alimentar. Começa a evitar o convívio com familiares e amigos, priorizando somente o trabalho em detrimento de outras áreas da vida.

4. Fuga da realidade:

A pessoa passa a negar ou ignorar os problemas pessoais ou profissionais que surgem como resultado do estresse e do trabalho excessivo. A pessoa percebe que há algo de errado, mas evita enfrentar a situação. Neste momento os primeiros sintomas físicos podem surgir.

5. Reinterpretação dos valores pessoais:

Família, convívio social, momentos de descanso, lazer e hobbies passam a ser vistos como coisas sem importância. A sua prioridade é sempre o trabalho e sua autoestima é medida apenas pelos resultados do seu trabalho.

6. Negação dos problemas emergentes:

A pessoa tende a negar ou minimizar os problemas. Se torna muito intolerante. Enxerga os colegas de trabalho como incapazes, ou com desempenho inferior. Pode haver aumento da agressividade e do cinismo.

7. Distanciamento social:

A pessoa começa a se isolar dos colegas, amigos e familiares,
afastando-se emocionalmente e evitando socializar sempre que possível.

8. Mudanças de comportamento:

A pessoa apresenta mudanças comportamentais nítidas, como irritabilidade, impaciência ou agressividade. Pessoas do seu convívio passam a notar essa mudança com estranheza.

9. Despersonalização:

A despersonalização é caracterizada pela presença notória da insensibilidade emocional. A pessoa passa a tratar a si mesma e aos outros como objetos, perdendo a empatia e a conexão emocional com as pessoas ao seu redor.

10. Sentimento de vazio interior:

A pessoa sente um vazio emocional e pode recorrer a comportamentos compulsivos ou vícios, como comer em excesso, abuso de álcool ou outras drogas, para preencher esse vazio.

11. Depressão:

Uma pessoa pode apresentar sintomas de depressão, como tristeza profunda, desesperança. É comum o sentimento de estar perdido, cheio de incertezas e sensação de exaustão. O futuro se apresenta incerto, a vida perde o sentido.

12. Síndrome de Burnout completa:

Neste estágio, a pessoa enfrenta um esgotamento físico, emocional e mental severo, podendo apresentar problemas de saúde e dificuldade em cumprir suas responsabilidades no trabalho e na vida pessoal. A síndrome de Burnout completa pode levar a um declínio acentuado no desempenho profissional, além de impactar
a saúde mental e física do indivíduo.

É importante observar que nem todas as pessoas experimentam todos esses 12 sinais, e a progressão pode variar de pessoa para pessoa. O reconhecimento precoce dos sintomas e a intervenção adequada são fundamentais para prevenir ou tratar a síndrome de Burnout antes que ela avance e cause problemas mais graves.

Horse Riders

Descubra como é a rotina diária de um jóquei campeão

A rotina profissional diária de um jóquei campeão é rigorosa e disciplinada, envolvendo treinamentos intensivos, cuidados com a saúde e uma dedicação contínua à melhoria de técnicas e habilidades.
A seguir, detalhamos um dia típico na vida de um jóquei campeão:

Despertar cedo:

Um jóquei campeão geralmente acorda bem cedo, por volta das 4 ou 5 da manhã,
para garantir que possa ter o tempo suficiente para se preparar e realizar todas as
atividades do dia.

Exercícios matinais:

Antes de começar a trabalhar com os cavalos, um jóquei campeão pode fazer uma
rotina de exercícios matinais para se aquecer e se alongar. Isso pode incluir exercícios de força e flexibilidade, e exercícios específicos para melhorar o equilíbrio e a postura.

Café da manhã:

Um café da manhã nutritivo e equilibrado é importante para fornecer energia ao jóquei
ao longo do dia. Isso pode incluir alimentos ricos em proteínas, como ovos, iogurte e
frutas, além de grãos integrais e gorduras saudáveis.

Treinamento com cavalos:

O jóquei passa a maior parte da manhã treinando com os cavalos. Isso pode incluir
exercícios de velocidade e resistência, além de treinamento específico para corridas
futuras. O jóquei campeão trabalha em colaboração com os treinadores e outros membros da equipe, sempre dando feedbacks sobre a forma física e bem-estar do cavalo.

Almoço e descanso:

Por volta do meio-dia, o jóquei faz uma pausa para almoçar e descansar. O almoço
geralmente consiste em uma refeição saudável e equilibrada para repor as energias.

Sessão de vídeo e análise de corridas:

À tarde, o jóquei campeão pode passar algum tempo analisando vídeos de corridas
anteriores e estudando as táticas de seus concorrentes. Isso ajuda a identificar áreas
de melhoria e a desenvolver estratégias para corridas futuras.

Condicionamento físico e mental:

O jóquei campeão dedica tempo para trabalhar no condicionamento físico e mental,
realizando exercícios de fortalecimento e trabalhando com um psicólogo esportivo
para desenvolver habilidades de enfrentamento do estresse e aprimorar o foco mental.

Jantar e relaxamento:

No final do dia, o jóquei campeão foca na hidratação do corpo e desfruta de um jantar nutritivo e equilibrado para se recuperar e se preparar para o dia seguinte.
O relaxamento pode incluir passatempos e também atividades que ajudem a descontrair e a manter um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, assim como passar um tempo com a família e amigos, ler, ouvir música ou assistir a filmes.

Cuidados com o corpo e recuperação:

Antes de dormir, o jóquei campeão pode realizar sessões de alongamento, massagem
e fisioterapia, se necessário, para ajudar na recuperação muscular e prevenir lesões.
Além disso, o sono é crucial para a recuperação e o desempenho ideal, então um
jóquei campeão geralmente se esforça para dormir cerca de 8 horas por noite.

Preparação para corridas:

Em dias de corrida, a rotina do jóquei campeão pode variar. Eles geralmente chegam cedo ao hipódromo para se familiarizar com a pista, discutir estratégias com o treinador. Durante a corrida, o jóquei se concentra em aplicar as táticas definidas e em se conectar efetivamente com o cavalo para maximizar o desempenho.

Ao longo de sua carreira, um jóquei campeão trabalha incansavelmente para
aperfeiçoar suas técnicas e habilidades e construir um relacionamento de confiança com seus cavalos. A rotina diária reflete a dedicação, a disciplina e o compromisso necessários para se destacar no esporte e alcançar o sucesso nas corridas.

Como evitar a síndrome de Burnout?

Para evitar a síndrome de Burnout, é importante adotar estratégias que ajudem a equilibrar as demandas do trabalho com as necessidades pessoais e emocionais.

Aqui estão algumas dicas para prevenir o Burnout:

Estabeleça limites:

Aprenda a dizer “não” e defina limites claros entre o trabalho e a vida pessoal. Isso inclui não levar trabalho para casa e desligar-se de dispositivos eletrônicos após o expediente.

Gerencie o estresse:

Adote técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação e exercícios de fisioterapia ou ioga, para ajudar a reduzir a tensão e a ansiedade.

Cuide da saúde física:

Mantenha uma rotina de exercícios regulares, durma o suficiente e tenha uma alimentação saudável e equilibrada, assim como a hidratação do corpo para garantir que esteja em boas condições para lidar com o estresse.

Relacionamentos sociais:

Estabeleça e mantenha relacionamentos com colegas, amigos e familiares, que podem fornecer apoio emocional e ajudá-lo a lidar com o estresse.
Reserve um tempo para socializar e compartilhar suas preocupações com pessoas de
confiança.

Faça pausas regulares:

Faça pausas durante o dia para se recuperar mentalmente e fisicamente. Isso pode incluir pequenos intervalos para se alongar, caminhar ou simplesmente se desligar do trabalho por alguns minutos.

Estabeleça metas realistas:

Defina metas de trabalho realistas e gerenciáveis, evitando sobrecarregar-se com expectativas excessivas ou prazos impossíveis de cumprir. Aprenda a delegar tarefas quando necessário e priorize suas responsabilidades.

Busque feedback e apoio:

Obtenha feedback construtivo e apoio de seus colegas e supervisores para ajudar a enfrentar desafios e compartilhar soluções. Isso também pode ajudar a identificar áreas de melhoria e aprimorar suas habilidades.

Desenvolva habilidades de enfrentamento:

Aprenda e pratique habilidades de enfrentamento para lidar com situações estressantes e desafios no ambiente de trabalho, como resolução de conflitos e comunicação assertiva.

Cultive hobbies e interesses fora do trabalho:

Dedique tempo às atividades que você gosta fora do trabalho, para ajudar a relaxar e recarregar as energias. Isso pode incluir hobbies, atividades criativas ou esportes.

Busque ajuda profissional:

Se sentir que está lutando para lidar com o estresse no trabalho ou apresentar sintomas de Burnout, não hesite em procurar ajuda profissional, como aconselhamento ou terapia.

Ao adotar essas estratégias de prevenção e estar atento aos sinais de Burnout, é
possível minimizar o risco de desenvolver a síndrome e manter um equilíbrio saudável
entre o trabalho e a vida pessoal. Lembre-se de que a prevenção é a melhor
abordagem para manter a saúde física e mental e garantir um ambiente de trabalho
mais saudável e produtivo.

Quais são as carreiras profissionais mais propensas para desenvolver a síndrome de burnout?

A síndrome de burnout pode afetar pessoas em várias profissões, mas algumas carreiras são mais propensas a desenvolver burnout devido à natureza do trabalho, à carga horária e às demandas emocionais.

Algumas das profissões com maior risco de burnout incluem:

Profissionais da saúde humana e animal:

Médicos, Veterinários, enfermeiros e vários outros profissionais da saúde enfrentam longas horas de trabalho, alta carga emocional e exposição a situações estressantes, como lidar com pacientes críticos e relacionadas a questões de vida ou morte.

Professores:

Educadores enfrentam a pressão para garantir o sucesso acadêmico dos alunos, lidar
com questões comportamentais e emocionais e gerenciar as expectativas dos pais e
da administração escolar.

Trabalhadores sociais:

Esses profissionais lidam com situações emocionalmente difíceis, como abusos,
negligência e pobreza, ao tentar ajudar indivíduos e famílias vulneráveis.

Policiais e bombeiros:

Esses profissionais de emergência enfrentam situações de alto risco, estresse e
trauma, além de longas horas de trabalho e a pressão para proteger a comunidade.

Advogados:

Advogados frequentemente lidam com grandes cargas de trabalho, prazos apertados
e situações emocionalmente desgastantes, como casos de divórcio e disputas
familiares.

Atendentes de call centers:

Esses trabalhadores lidam com alto volume de chamadas, clientes insatisfeitos e
metas rigorosas, o que pode levar a um estresse crônico.

Empreendedores e executivos:

Pessoas em posições de liderança enfrentam pressão constante para cumprir metas
de desempenho, gerenciar equipes e tomar decisões de alto impacto.

Atletas de elite e campeões:

Atletas profissionais de alto nível também podem desenvolver a síndrome de burnout
devido à natureza altamente competitiva e exigente do esporte. A rotina diária rigorosa, a pressão por resultados, assim como as expectativas elevadas podem contribuir para o estresse crônico e a exaustão emocional.

Profissionais de tecnologia da informação:

Esses profissionais de TI lidam com prazos apertados, trabalho em equipe e
problemas complexos, muitas vezes trabalhando longas horas e estando sempre disponíveis para solucionar problemas.

Embora essas carreiras possam ter um risco maior de burnout, é importante lembrar
que qualquer profissional pode desenvolver a síndrome de burnout se não gerenciar
adequadamente o estresse, equilibrar a vida profissional e pessoal e buscar apoio
emocional e ajuda profissional quando necessário.